quinta-feira, 10 de junho de 2010


O diretor autríaco Michael Haneke apresentou, este ano, em Cannes, mais um filme: A fita branca. Alguém deve ter tido a paciência de ficar na sala por mais de duas horas de filme, como eu: a fotografia primorosa em preto e branco, ótimas atuações e um roteiro interessante, ambíguo (como de praxe para o diretor), denso, algo sinistro. Os temas de Haneke costumam ser a opressão, o sofrimento, o mal. Como toda obra de arte, o filme é um símbolo. Importa menos, no desfecho, quem cometeu os crimes do que a reflexão sobre a educação que os filhos do pastor recebiam, sobre a relação que o barão mantinha com seus empregados, que o médico com sua amante e sua filha; como nos amamos, como crescemos e nos casamos, no que nos tornamos - frutos nós mesmos de nossas experiências.

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