segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O estranho caso de Angélica - Manuel de Oliveira

Fiquei estarrecido ao confrontar minha opinião à da crítica sobre o último de Manuel de Oliveira, diretor que, assumo, desconheço: é difícil, portanto, estabelecer relações. Mas o filme é antinatural nas atuações, tem diálogos engessados, antigos, com acentos de erudição poética e uma estória construída em moldes ainda mais antigos que o diretor: um fotógrafo sefardita, Isaac, apaixona-se pelo cadáver de que foi contratado para tirar fotografias, a linda Angélica morta com sorriso na cara, açucaradamente reclinada sobre o canapé onde a mãe e a criada antissemita a haviam ajeitado como um enfeite. Doido de amores necrófilos o moço acaba perdendo a cabeça e enlouquecendo, vindo a falecer. Essa é velha, gente que endoidece por causa da sexualidade perversa. De qualquer maneira, uma história muito da mal contata e muito besta. Anotei o título dos romances que o Isaac tinha na cabeceira da cama - que fizeram questão de fotografar bem de perto a lombada e eu tomei como recomendação. Não paguei pela sessão no MIS. Ok.

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