A vida é a mesma,o mundo também
eu é que quero ser diferente e mais doce.
Desfazer-me do que resta em mim
de inerte cruel resignado e triste,
do que como um grande peso eu levo
cadeado enorme sobre o tornozelo.
Libertar-me dele, de mim.
Felizes os homens que trazem
na alma o amor à vida e no rosto
o calmo sorriso dos que descansam
satisfeitos da sorte que construíram:
estes não terão maus pensamentos e
trarão felicidade a si e aos seus queridos
que verdadeira virtude é o contentar-se
do grão que somos de estrelas desfeitas.
Paul Klee: O abraço. 1939.

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